quarta-feira, 16 de novembro de 2011

NOVEMBRO 2011 - GERTRUDE STEIN



A AUTOBIOGRAFIA DE ALICE B. TOKLAS

Encontro 37, com Gertrude Stein.



No livro, Gertrude escreve uma crônica, um livro documental e histórico sobre
os primeiros anos do século XX em Paris.
Sua casa foi o centro de reuniões de jovens artistas, como Matisse, Picasso, Juan Gris, Hemingway, Apollinaire e outros, que revolucionaram o mundo da arte e das Letras.
Este livro é uma autobiografia muito original escrita por Gertrude para Alice,
com quem compartilhou 25 anos de sua vida.

Gertrude escribe una crónica, un libro documental e histórico sobre sus primeros años del siglo XX en París. Su casa fue el centro de reuniones de jóvenes artistas, como Matisse, Picasso, Juan Gris, Hemingway, Apollinaire y otros, que revolucionaron el mundo del arte y de las Letras.
Este libro es una auto-biografía muy original escrita por Gertrude para Alice con quien compartió 25 años de su vida.

Por várias vezes durante a leitura, nos questionamos de quem é a voz do narrador,
que por momentos parece ser a de Alice e, por outros, a de Gertrude.
A narrativa de Stein é revolucionária como sua personalidade; o uso da vírgula e sua forma particular de escrever repetindo palavras e ideias, nos da à sensação de estar conversando com ela. Gertrude pertence ao movimento vanguardista do século XX.
Sua frase "Rose is a rose is a rose" (traduzida como "Uma rosa é uma rosa é uma rosa", do poema "Sacred Emily"), marcou seu estilo.
Embora Gertrude nos mostre com riqueza de descrições sua vida em Paris, ficamos com vontade de entrar ainda mais nos diálogos e discussões entre esses gênios da arte.

A medida que avanzamos con la lectura nos cuestionamos de quién es la voz del narrador, que por momentos parece ser la de Alice y, por otros, la de Gertrude. La narrativa de Stein es revolucionaria como su personalidad, el uso de la coma y su forma particular de escribir repitiendo palabras e ideas, da la sensación de estar conversando con ella. Gertrude pertenece al movimiento vanguardista del siglo XX. Su frase "Rose is a rose is a rose" (traducida habitualmente como "una rosa es una rosa es una rosa", parte del poema "Sacred Emily") marcó su estilo.
Si bien Gertrude nos muestra con riqueza de descripciones su vida en París, quedamos con ganas de entrar, aún más, en los diálogos y discusiones entre estos genios del arte.

Frases:
(Como no hemos encontrado el libro en castellano, la humilde traducción al español es nuestra...)

“Antes de me decidir a escrever este livro sobre os meus vinte e cinco anos com Gertrude Stein, muitas vezes dizia que ia escrever As Mulheres de Gênios com Quem Já Sentei. Já sentei com tantas. Sentei com mulheres que nem eram casadas com gênios que nem eram gênios de verdade. Sentei com mulheres legítimas de gênios que não eram gênios de verdade. E sentei com mulheres de gênios, de quase gênios, de projetos de gênios, em suma, sentei muitas vezes e durante muito tempo com várias mulheres e com mulheres de vários de gênios.”

“Antes de decidirme a escribir este libro sobre los veinticinco años con Gertrude Stein, muchas veces decía que iba a escribir Las Mujeres de Genios con Quien me Senté. Ya me senté con tantas. Me senté con mujeres que ni eran casadas con genios que ni eran genios de verdad. Me senté con mujeres legítimas de genios que ni eran genios de verdad. Y me senté con mujeres de genios, de casi genios,  de proyectos de genios, en suma, me senté muchas veces y durante mucho tiempo con varias mujeres y con mujeres de varios genios.”

“Afirma que, se a gente quer se divertir, é melhor não ter a menor noção de como as coisas são feitas. Deve-se escolher uma ocupação absorvente e, para aproveitar ao máximo as outras coisas da vida, contemplar apenas os resultados. Desse modo, é inevitável ter sensações mais intensas do que os que entendem um pouco do riscado.”

“Afirma que, si nos queremos divertir, es mejor no tener la menor noción de cómo son hechas las cosas. Se debe elegir una ocupación absorbente y, para aprovechar al máximo las otras cosas de la vida, contemplar apenas los resultados. De este modo, es inevitable tener sensaciones más intensas de los que entienden un poco lo arriesgado.”

“A observação e a construção levam à imaginação, quer dizer, garantem o dom da imaginação. É a lição que tem a dar a muito escritor novo. Uma vez, quando Hemingway escreveu em um de seus contos que Gertrude Stein sempre soube o que havia de bom em Cézanne, ela olhou para ele e disse: Hemingway, não é com comentários que se faz literatura.”

“La observación y la construcción llevan a la imaginación, quiere decir, garantizan el don de la imaginación. Es la lección que tiene para dar a mucho escritor nuevo. Una vez, cuando Hemingway escribió en uno de sus cuentos que Gertrude Stein siempre supo lo que había de bueno en Cézanne, ella lo miró y le dijo: Hemingway, no es con comentarios que se hace literatura.”


“Em seus primeiros quadros cubistas Picasso usou letras impressas como Juan Gris para forçar a superfície pintada a se equiparar a algo rígido, e a coisa rígida era a letra pintada. Aos poucos, em vez de usar a coisa impressa eles pintaram as letras e tudo se perdeu, era só Juan Gris que conseguia pintar com tamanha intensidade uma letra pintada que ela ainda fazia um rígido contraste. E então o cubismo veio pouco a pouco mas veio.”

“En sus primeiros cuadros cubistas Picasso usó letras impresas como Juan Gris para forzar la superfície pintada a equipararse a algo rígido, y la cosa rígida era letra pintada. De a poco, em vez de buscar la cosa impresa ellos pintaronlas letras y todo se perdió, era sólo Juan Gris que conseguía pintar con tamaña intensidad una letra pintada que ésta todavía hacía un rígido contraste. Y entonces vino el cubismo poco a poco pero vino.”
“Gertrude Stein disse que vírgulas eram desnecessárias, o sentido devia ser intrínseco e não ter de ser explicado por vírgulas e além disso vírgulas eram apenas um sinal de que a pessoa devia parar para respirar mas a persona devia saber por si mesma onde queria parar e respirar.”

“Gertrude Stein dice que las comas son innecesarias, el sentido debía ser intrínseco y no tener que ser explicado por comas y además comas son apenas una señal de que la persona debía parar para respirar pero la persona debía saber por si misma donde quería parar y respirar.”



“Ah, que diabo, ela disse, escute, eu sou bem conhecida por dizer coisas sobre qualquer um e qualquer coisa, falo coisas sobre as pessoas, falo para as pessoas, falo o que eu bem entendo e como bem entendo mas como quase sempre falo o que penso, o mínimo que você o qualquer um pode fazer é se contentar com o que eu digo para você.”

“Ah, qué diablos, ella dijo, escuche, yo soy bien conocida por decir cosas sobre cualquiera y cualquier cosa, hablo cosas sobre las personas, hablo para las personas, hablo lo que mejor entiendo  y como mejor entiendo pero como casi siempre hablo lo que pienso, lo mínimo que vos o cualquiera puede hacer es contentarse con lo que te digo.”
 


                     A femme au chapeu - Matisse               Retrato de Gertrude - Picasso                           

Gertrude Stein - Alice B. Toklas


Gertrude Stein é uma escritora norteamericana (Pensilvania, 1874 - Paris 1946).
Morou em Paris desde 1903 e conviveu por mais de 25 anos com Alice B. Toklas (1877 - 1967). Sua obra, que abarca a poesia, o ensaio, o teatro e as biografias, caracteriza-se por um alto nível experimental. Em 1925 publicou Ser Norteamericanos, em 1933 A autobiografía de Alice B. Toklas e em 1937 a Autobiografía de todo mundo, entre muitas outras.

Gertrude Stein es una escritora norteamericana, (Pensilvania, 1874 - París 1946). Residió en Francia desde 1903 y convivió más de 25 años junto a su pareja, Alice B. Toklas (1877 - 1967). Su obra, que  abarca la poesía, el teatro, el ensayo y la biografía, se caracteriza por un alto nivel experimental.
En 1925, publicó Ser Norteamericanos, en 1933, Autobiografía de Alice B. Toklas y, en 1937, la Autobiografía de todo el mundo, entre muchas otras.


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CINEMA/CINE

Recomendamos que assistam ao filme de Woody Allen, Meia noite em Paris,
em que se pode ver Gertrude (Kathy Bates) reunindo os artistas em sua casa.
Recomendamos ver la película de Woody Allen, Media noche en París,
en dónde se puede ver a Gertrude (Kathy Bates) reuniendo a los artistas en su casa.



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Notícias do mês

No dia 23 de novembro, o Nosso Clube de Leitura participou da discussão sobre o livro: Como funciona a ficção, de James Wood, organizado pela Livraria Cultura e a Cosac Naify.

El 23 de noviembre pasado, Nuestro Club de Lectura participó de la discusión sobre el libro: How fiction works, de James Wood, organizado por la Livraria Cultura e la editorial Cosac Naify

Alice e Andréa com sorrisos leitores!
Sonrisas lectoras!
Clube de Prosa Cosac Naify

16 comentários:

  1. Adorei sentar-me à mesa com gênios e esposas de gênios enquanto observava quadros por detrás de cabeças e cadeiras. Sentei-me com Gertrude e Alice nas poltronas , saboreando o chá enquanto discorriam nomes geniais e banalidades. Senti a efervescência cultural , os ânimos , os apetites literários , a luminosidade das cores percorrendo e dando vida aos corredores e salas da casa de Stein.Senti-me confortável e deliciosamente voyeur ao ter o privilégio de desfrutar um pouco a vida , o glamour ,as opiniões fortes, as interferências de La Stein, bem como seu humor arrogante e deliciosamente certeiro. Irmanei-me com Alice nos cantos da casa, quase sempre na sombra a observar com sua inteligência emocional e intelectual aquele mundo efervescente à sua volta.
    Até o próximo livro ! bjos Denise

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  2. Nosso Clube de Leitura26 de novembro de 2011 09:37

    Olá pessoal:
    Decidimos trazer ao blog alguns dos comentários que surgem por email ou pelo facebook após de nossos encontros.
    Por favor, não deixem de nos escrever. A troca de impressões é muito linda é vale a pena ser compartilhada!
    Abraços de
    Nosso Clube de Leitura

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  3. Olá, queridas.
    Espero que tenham chegado bem em casa depois do encontro.
    As falas de todas ainda estão reverberando em mim.

    Encontrei uma anotação muito interessante no rodapé do livro que discutimos ontem.
    na página 272 do livro (edição Cosac Naify), é narrado um episódio que ilustra um pouco a relação entre Gertrude e Stein. Quem conta é Donald Sutherland:

    "Fiz algo à porta que teria sido i mperdoável - entreguei o buquê a Alice como se a uma empregada, que então traria um vaso para elas. Mas Alice conduziu a mim e ao buquê até a sala de estar, dizendo: 'Veja, amorzinho, o que Donald trouxe para mim! Muito obrigada. Como você soube que essas são minhas flores favoritas?'. E então, foi buscar um vaso."


    Alice é muito mais inteligente do que parece na Autobiografia...

    E, sim, os homens tratavam as mulheres como objetos, enquanto a Gertrude como colega.

    Beijo!
    Andréa

    ah, e par a quem se interessou, aí vai o link do site com áudio (podcasts) para tudo o que é gosto:
    http://www.talkingpeople.net/tppodcast/. Bom também para quem quer praticar o inglês. Para ir à página da Gertrude Stein, basta colocar o nome dela no campo de busca do próprio site. Have fun!

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  4. Meninas, isso aqui tá demais!! Andrea, vi o teu blog e estou devorando.. rsrs
    Cynthia, obrigada pelo link do Alligieri!! Ainda não olhei, mas vou checar com calma hj!!
    Adorei os encontros!! E se surgir algum outro evento, podem me chamar que tô dentro!!!
    Bjss

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  5. Alice, sabe por que esses encontros têm sido sempre tão bons?

    Manguel dá uma explicação:

    "[...] nossa vida não é nunca individual; [...] é infinitamente enriquecida pela presença do outro e, portanto, empobrecida pela sua ausência. Sozinhos, não temos nome nem rosto, ninguém que nos chame e nenhum reflexo que nos permita reconhecer nossas feições."

    MANGUEL, Alberto. A cidade das palavras: as histórias que contamos para saber quem somos. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, p. 40.
    Andréa Schmitz

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  6. Gurias, adorei a observação. E saber que Alice, a falsa sonsa, era de fato uma mulher instigante, inteligente e cheia de truques.

    Sim, Andréa, os homens podiam ser eles mesmos com Gertrude ,sem a necessidade da encenação da sedução . Isto eles deixavam para as " mulheres" .

    besos
    Denise

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  7. Meninas,
    Que delícia que é compartilhar. Botar fermento no bolo e vê-lo crescer, crescer.
    Incrível como a leitura em grupo cresce e dá frutos.
    Um presente fantástico fazer parte desse grupo.
    Beijos a todas

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  8. Queridas:
    Eu adorei o encontro de ontem!!!
    Foi muito legal conhecer um pedacinho o mundo de todos esses gênios!
    Claro que houvesse adorado entrar mais no fundo de essas conversas e
    não ficar só na superfície das fofocas entre eles!
    Gertude Stein foi uma ótima descoberta e se não for por você, Andre, eu nunca houvesse escolhido este livro com os centos de outros que também quero ler!! :)
    Bjs, Gaby

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  9. Que lindas e verdadeiras palavras, Andréa. O Alberto sabe mesmo das coisas.

    Acho que foi por isto também que resolvi escrever o livro...porque preciso dividir com o outro. E talvez o outro se reconheça em mim , através do que escrevo.

    Há uma frase que me deixou pensando muito , de uma filósofa alemã chamada Hannah Arendt que disse o seguinte:

    "Todador pode ser suportada se sobre ela puder ser contada uma história" -

    Eu até me atrevo a complementar dizendo que :

    "Todo amor, toda dor, toda vivência pode ser suportada se sobre ela puder ser contada uma história" ...

    Precisamos do outro, sempre ! Sozinhos somos pobres.

    bjos e bom fim de semana

    Denise

    (Por isto a Gertrude não aguentou não exibir o curriculum de nomes de seus amigos importantes nas Memórias de Alice...como se pode morrer e levar tanta vida, tanta história para o túmulo , sem antes ter dividido !!! )

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  10. Amigas,gostei muito,muito do encontro. valeu a leitura.Agora leiam isto:
    ...em toda relação de poder sempre existe um leve,quase imperceptivel desprezo por quem dominamos. As brasas Sandor Marai
    Bjos Lirys

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  11. Parabéns pelo Blog! Adoramos a idéia de um Clube de Leitura bilingue.Como temos um Clube do Livro em Vitória (Espírito Santo),provavelmente, em algum momento buscaremos uma "dica" de indicação de livro para nossa leitura em seu blog.
    Nós criamos muito recentemente um site para dar a conhecer nosso Clube que já tem 14 anos de existência com muita leitura e reuniões prazerosas.
    Mais sucesso ainda para vcs.
    Saudações Literárias!

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  12. Olá Andrea, olá Gabriela,

    O livro de Gertrude Stein não me agradou, apesar de todas as criticas positivas que li a respeito e que me ajudaram a entender um pouco o estilo livre e um pouco confuso da autora; ela se repete bastante e retorna varias vezes ao mesmo ponto de partida, para então adicionar novas informações que na verdade nada tinham a ver com a ideia inicial, mas ela vai escrevendo como vai pensando – e, assim, não faz muita concessão para a pontuação. Acho que não tenho uma mente de vanguarda, do contrario isto não deveria me incomodar, mas incomoda. Sua genialidade e sua falta de modéstia também não me impressionaram; no entanto, os hábitos de mestres famosos da pintura descritos por ela são extremamente interessantes para quem, como eu, estudou Artes Visuais. Mas a “Autobiografia de Alice B. Toklas” me deixou com a impressão de estar lendo um folhetim de fofocas do sec. XIX, desculpem o cinismo.

    Apenas dei aqui minha opinião para que saibam que, mesmo ausente ontem, estou participando das leituras.

    Espero que tenha sido um encontro agradável e instigante e espero em breve poder revê-las.

    Um grande abraço,
    Martina

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  13. Olá Martina:
    Tudo bem?
    Pena que não conseguiu vir. O debate sobre Gertrude foi muito legal. Também falamos sobre a falta de pontuação e da escrita dela. Muitos sentiram que a leitura ficou mais densa na metade do livro com tanta informação e personagens. Eu gostei muito de ler esta autobiografia tão original, embora também houvesse gostado "ouvir" as conversas entre ela e Picasso, Matisse ou qualquer dos outros gênios!

    Veja os demais comentários que acabo de postar.
    Ontem comecei a ler O estrangeiro e estou adorando!

    Bjs e nos seguimos falando,
    Gaby =)

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  14. Bom Dia Gabriela,
    Obrigada pelo retorno. Este fim-de-semana resolvi ler um outro livro de Gertrude Stein, muito citado na biografia : “Três Vidas”.

    Este livro tem um posfácio de Süsskind, que conta um pouco da trajetória da escritora e explica sua técnica de escrita; foi aí que entendi o porque de recursos como as repetições e a ausência de pontuação; resumindo, a autora foi muito influenciada pela inquietação dos artistas da época, cuja preocupação era em desconstruir a ordem vigente e criar algo novo, que fosse condizente com as transformações da era moderna.

    Quando for ler Gertrude Stein daqui pra frente, saberei que, antes de mais nada, será um exercício de literatura moderna.

    Um grande beijo,

    Martina

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  15. Olá Clube do Livro de Vitória:
    Obrigada pela visita e prazer em conhecê-los!!
    Adorariamos compartilhar leituras e dicas de livros com vocês!
    Por favor, enviem seus e-mails e sua pagina de internet!
    Parabéns pelos 14 anos de leituras!!
    Mais abraços leitores.
    Gabriela

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  16. Oi Gabriela
    Demoramos responder por razões diversas que não vêm ao caso no momento.
    Nossa modesta página na internet é:
    www.wix.com/clubedolivrodevitori/CLUBE-DO-LIVRO
    O nosso e-mail é:clubedolivrodevitoriaes@gmail.com
    Desejos de ótimas leituras!
    Clube do livro de Vitória

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