sexta-feira, 5 de março de 2010

Março de 2010 - J. D. Salinger


O apanhador

no campo de centeio

El guardián entre el centeno

Encontro do dia 24 de março. Faltam na foto Myriam e Marcela.

“Fico imaginando uma porção de garotinhos brincando de alguma coisa num baita campo de centeio e tudo. Milhares de garotinhos, e ninguém por perto – quer dizer, ninguém grande – a não ser eu. E eu fico na beirada de um precipício maluco. (...) Se um deles começar a correr sem olhar onde está indo, eu tenho de agarrar o garoto. Só isso que eu ia fazer o dia todo. Ia ser só o apanhador no campo de centeio e tudo. Sei que é maluquice, mas é a única coisa que eu queria fazer.” (Cap. 22)

Achamos esse trecho poético e essencial para a compreensão do livro. Não poderia o precipício simbolizar a maturidade necessária para fazer parte da sociedade? Por que nós, adultos, insistimos em deixar de sermos crianças?

O encontro sobre Holden Caulfield foi muito bom! Falamos bastante sobre a personalidade deste jovem narrador. Enquanto alguns pensaram que ele era depressivo, perturbado, meio louco, outros afirmaram que ele era o típico adolescente com problemas de adaptação à sociedade “adulta”, dificuldade que muitos de nós provavelmente vivenciamos na própria carne.

Parte do grupo criticou fortemente seu comportamento e forma de pensar. Ao mesmo tempo, outros se sentiram identificados com ele.
  Afinal, o que Caulfield sentia era devido ao luto pela morte do irmão?
  Era Holden quem estava inadaptado, ou ao contrário,
a sociedade é que se mostra um ambiente difícil de se adaptar?
Era ele um defensor dos fracos e oprimidos?
Você, leitor do blog, conseguiu dar risada com algumas observações do narrador?
Muitos acharam a visão dele bastante depressiva, entretanto
outros a achamos irônica, de uma lucidez genial.

O apanhador no campo de centeio é um romance que revolucionou
a sociedade americana dos anos 50.
Foi um lindo livro para ler e comentar no Nosso Clube de Leitura.
Recomendamos também outra leitura de Salinger: Nine Stories (Nove histórias).


“Muchas veces me imagino que hay un montón de niños jugando en un campo de centeno. Miles de niños. Y están solos, quiero decir que no hay nadie mayor vigilándolos. Sólo yo. Estoy al borde de un precipicio y mi trabajo consiste en evitar que los niños caigan a él. En cuanto empiecen a correr sin mirar a donde van, yo salgo y los cojo. Esto es lo que me gustaría hacer todo el tiempo. Vigilarlos. Yo sería el guardián entre el centeno. Te parecerá una tontería, pero es lo único que de verdad me gustaría hacer. Sé que es una locura.”  (Cap. 22)

Este párrafo además de poético es esencial para la comprensión del personaje. ¿Puede el precipicio simbolizar la madurez necesaria para ser parte de la sociedad? ¿Por qué será que los adultos insistimos en perder toda la frescura y la espontaneidad de los niños?
¡El encuentro de Holden Caufield fue muy bueno! Conversamos bastante sobre la personalidad de este joven narrador. Mientras algunos pensaron que Holden era un chico depresivo, perturbado, medio loco; otros consideraron que se trataba de un típico adolescente con problemas de adaptación a la sociedad “adulta”, como muchos de nosotros hemos vivido en carne propia.

¿Estaba Caulfield de luto por la muerte del hermano?
¿Era Holden un inadaptado o por el contrario era la sociedad un ambiente difícil para adaptarse?
¿Era él un defensor de los débiles y oprimidos?
Vos, lector del blog, ¿te divertiste con las observaciones del narrador?

A varios de nuestro grupo la historia les pareció muy deprimente, en cambio a otros nos resultó irónica y de una lucidez genial.
El guardián entre el centeno es una novela que revolucionó la sociedad americana de los años 50. Fue lindo leerla y comentarla en nuestro club.
Recomendamos leer también los relatos de Salinger: Nine Stories (Nueve historias).


A seguir a transcrição da poesia que inspirou a letra da canção infantil popular nos Estados Unidos, que, por sua vez, inspirou o título do livro.
El siguiente poema de Robert Burns sirvió de inspiración para el título del libro.

Robert Burns
Poeta escocês (1759-1796)

Coming through the rye, poor body
Coming through the rye,
She draiglet a’ her petticoatie.
Coming through the rye

Gin a body meet a body
Coming through the rye;
Gin a body kiss a body,
Need a body cry?

Gin a body meet a body
Coming through the glen;
Gen a body kiss a body,
Need the world ken?

Jenny’s a’ wat, poor body;
Jenny’s seldon dry;
She draiglet a’ her petticoatie,
Coming through the rye.





Frases do livro:
“[...] quando saio de um lugar, gosto de saber que estou dando o fora. Se a gente não sabe, se sente pior ainda.”
“[...] cuando me voy de um sitio me gusta darme cuenta de que me marcho. Si no luego da más pena todavia. (Cap. 1)

“[...] Não brinco em serviço quando me preocupo com alguma coisa. Fico até precisando ir ao banheiro. Só que não vou porque a minha preocupação é tão grande que não quero interrompê-la só para ir lá.”
“[...] cuando me preocupo mucho me pongo tan mal que hasta me dan ganas de ir al baño. Sólo que voy porque no puedo dejar de preocuparme para ir.” (Cap. 6)

“[...] a gente fala com a mãe de alguém, e a única coisa que elas querem ouvir é como o filho delas é bacana para chuchu.”
“Todas las madres son iguales. Les encanta que les cuenten lo maravilloso que es su hijo.” (Cap. 8)

“Você sabe onde ficam aqueles patos que vivem no lago lá por lado sul do Parque? Aquele laguinho? Você sabe por acaso para onde eles vão, os patos, quando fica tudo congelado? Será que você tem idéia?”
“Esos patos del lago que hay cerca del Central Park South... Sabe qué lago le digo, ¿verdad? ¿Sabe usted por casualidad adónde van cuando el agua se hiela? ¿Tiene usted alguna idea de dónde se meten?” (Cap. 9)

“Não há uma boate no mundo onde a gente possa ficar muito tempo, a não ser que tome umas e outras e fique logo de porre. Ou então, a não ser que a gente esteja com alguma garota que deixe o sujeito maluco.”
“No hay salas de fiestas en el mundo entero que se pueda soportar mucho tiempo a no ser que pueda uno emborracharse o que vaya con una mujer que le vuelva loco de verdad.” (Cap. 10)

“Estou sempre dizendo “Muito prazer em conhecê-lo” para alguém que não tenho nenhum prazer em conhecer. Mas a gente tem que fazer essas coisas para seguir vivendo.”
“Me paso el día entero diciendo que estoy encantado de haberlas conocido a personas que me importan un comino. Pero supongo que si uno quiere seguir viviendo, tiene que decir tonterías de esas.” (Cap. 12)

“A vontade que tive foi de me matar. Tive vontade de me atirar pela janela. Provavelmente teria pulado mesmo, se tivesse a certeza de que alguém ia me cobrir assim que eu me esborrachasse no chão. Não queria é que um bando de imbecis curiosos ficassem me olhando quando eu estivesse todo ensangüentado.
“Lo único que de verdad tenía ganas de hacer era suicidarme. Me hubiera gustado tirarme por la ventana, y creo que lo habría hecho de haber estado seguro de que iban a cubrir mi cadáver enseguida. Me habría reventado que un montón de imbéciles se pararan allí a mirarme mientras yo estaba hecho un Cristo.” (Cap. 14)


Como uma lembrança do 17º encontro de Nosso Clube de Leitura, escolhemos para ler e distribuir a todos um texto da escritora brasileira Martha Medeiros, cujo blog pode ser acessado clicando aqui.
Como recuerdo del 17º encuentro del club leímos y distribuímos un texto de la escritora brasilera Martha Medeiros. Para acceder al blog de la escritora hacer click aquí.

POESIA OCULTA
Não, hoje não vou trabalhar. Acordei tão cedo que consegui ver os primeiros raios solares refletidos nos vidros dos edifícios e dando a eles uma coloração rósea que deixou a cidade com uma cara diferente da que ela costuma ter nas horas mais adiantadas do dia. Havia ali, naquele instante, 6h47 da manhã, poesia. Uma poesia com a qual nossos olhos desacostumaram. Hoje não vou trabalhar, preciso procurar por ela, essa poesia oculta.

E sei que vou encontrá-la em todo lugar, bastando pra isso a minha intenção. Começou. Já consigo vê-la na lombada dos livros que estão dispostos na estante, vários, um ao lado do outro, compondo um mosaico de cores e possibilidades. E na xícara de cafezinho, de louça branca, ao lado do jornal aberto, em cima da mesa, e um copo d´água, os três em colóquio matinal, clássicos do cotidiano. Ali: a poesia da caixa de fósforos quietinha na cozinha. Da mulher passando o batom na frente do espelho fingindo que não está vendo que seu marido a espia escondido, ele próprio também fingindo que já não se deslumbra com a cena.

A letra caprichada da criança na primeira folha do caderno. A fila de táxi no ponto em frente ao parque, enquanto os motoristas conversam e fumam aguardando os passageiros. O carrinho de supermercado abandonado no meio do estacionamento depois que todos se foram, esquecido na noite. Os cachos ruivos que estão no chão de um salão de beleza mixuruca, onde alguém cortou o cabelo e se arrependeu. A poesia oculta não é tão oculta assim.

Um varal com roupas puídas, penduradas numa janela de um edifício antigo. A torcida de um estádio explodindo ao ver entrar em campo o seu time. Duas adolescentes de cabelos longos cochichando e rindo à saída do cursinho. O olhar perdido da mulher dentro do ônibus. Um guarda-chuva preto.

Sua amiga que piscou o olho pra você lá do outro lado da festa, o afeto atravessando o salão e desviando dos convidados que separam vocês duas. A chama da vela que balança porque você está gargalhando. O casal que caminha na noite escura na beira da praia, agasalhados e agarrados, achando que ninguém os vê. Um resto de bolo dentro da geladeira.

O canhoto do cartão de embarque no fundo da bolsa. A almofada que caiu do sofá da varanda por causa do vento. O vapor que embaçou o espelho do banheiro depois do banho. A mochila em cima da cama da sua filha. Seu filho dormindo.

A poesia é uma fatalidade do olhar. Basta um frame de segundo e ela se revela, para então se esconder novamente atrás da pressa, do tédio, do desencanto, do hábito, do medo do ridículo que paralisa todos nós. Eu hoje não vim aqui para trabalhar, vim estimular o mistério.



Jerome David Salinger
Biografía:

Jerome D. Salinger nasceu em New York em 1919 e cresceu num apartamento de Park Avenue, Manhattan. Estudou três anos na Academia Militar de Valley Forge. Em 1939 fez um curso de narrativa curta na Universidade de Columbia e escreveu críticas de cinema para a revista estudantil.
O Apanhador no Campo de Centeio, publicado em 1951, foi seu primeiro romance. Holden Caulfield, seu famoso protagonista, conseguiu revolucionar o mundo literário da sua época e ainda continua sendo um dos melhores personagens adolescentes já escritos. Após a fama que ganhou com seu romance, mudou-se para Cornish, New Hampshire, tentando se esconder da imprensa e dos jornalistas que o assediavam. Em 1974, sua única manifestação pública nestes anos foi: “Há uma enorme paz em não publicar. Publicar é uma terrível invasão de privacidade. Gosto de escrever. Mas escrevo para mim mesmo e para meu prazer.”
Salinger morreu em janeiro de 2010 aos 91 anos.
Publicou só quatro livros: O apanhador no campo de centeio (1951), Nove Historias (1953), Franny e Zooey (1961), e Carpinteiros levantam Bem Alto a Cumeeira e Seymor, uma apresentação (1963).

Jerome. D Salinger nació em New York em 1919 y creció en un apartamento de Park Avenue, en Manhattan. Estudió tres años en la Academia Militar de Valley Forge, en Pensilvania. En 1939 asistió a un curso de narrativa corta en la Universidad de Columbia y escribió críticas de cine para la revista estudiantil.
El Guardián entre el centeno, publicada en 1951, fue su primer novela corta. Holden Caufield, su famoso protagonista adolescente, consiguió revolucionar el mundo literario de su época y todavía continúa vigente como uno de los mejores personajes adolescentes ya escritos. Después de la fama que ganó con su novela se mudó a Cornish, New Hampshire, para esconderse de la prensa y de los periodistas que lo asediaban. En 1974, en la única manifestación pública que se permitió en todos esos años dijo: ”Hay una enorme paz en no publicar. Publicar es una terrible invasión de privacidad. Me gusta escribir. Pero escribo para mi mismo y para mi placer.”
Salinger murió en enero del 2010 a los 91 años.
Publicó sólo cuatro libros: El Guardián entre el centeno (1951), Nueve cuentos (1953), Franny y Zooey (1961) y Levantad carpinteros la viga del tejado y Seymour: una introducción (1963).

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Em 12 de março, participamos da Jornada lusobrasileira de literatura para crianças e jovens, na Casa das Rosas. Foi uma tarde linda em que foram compartilhadas as experiências da Jornada Lusobrasileira em Lisboa. Conhecemos as professoras de literatura Susana Ventura e a Laura Areias (de Portugal), a escritora Maria José Silveira, autora do romance: A mãe da mãe da sua mãe e suas filhas e também a escritor Daniel Munduruku e sua coleção de livros para crianças e jovens.

El 12 de marzo participamos de la Jornada luso-brasileña de literatura para niños y jóvenes en la Casa das Rosas, un lindo y antiguo centro cultural ubicado en la Av. Paulista en la ciudad de San Pablo. Conocimos escritores y profesores de literatura portuguesa.

Andréa, Maria José Silveira, Susana Ventura,
Gabriela e Karen Kipnis

Com Cecilia, do Clube de leitura, e o escritor Daniel Munduruku

A Casa das Rosas é um centro cultural localizado à Avenida Paulista, 37. Um território onde a liberdade artística se materializa por meio de saraus, recitais, lançamentos de livros, peças de teatro, exposições e qualquer outro formato que privilegie a difusão da poesia e da arte em geral.
http://www.poiesis.org.br/


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Em abril leremos
TREM NOTURNO PARA LISBOA
de Pascal Mercier
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14 comentários:

  1. Salinger? SALINGER? Excelente escolha meninada! O apanhador no campo de centeio foi uma leitura muito marcante na minha adolescencia.
    Tem um pouco o estilo de Kerouac, sabe, On the road? Mas com mais espinhas...kkkkkk
    Beijão, espero que curtam.

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  2. excelente eleccion...es maraviloso...

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  3. Oii!

    Encontrei o seu blog aqui na blogosfera e gostei bastante dele.
    =)
    Também tenho um blog onde escrevo resenhas dos livros que leio, filmes, lançamentos, eventos, promoções...
    O blog é, Uma Janela Secreta. E lá está acontecendo o sorteio do livro, A esperança tem muitas faces (um livro muito bom). Gostaria de te convidar para participar. O endereço é:

    http://umajanelasecreta.blogspot.com/2010/02/promocao-esperanca-tem-muitas-faces.html

    Beijão!
    Cel.
    www.umajanelasecreta.blogspot.com

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  4. Olá Celsina!
    Bem vinda ao nosso clube de leitura! Visitei seu blog! Muito interessante!
    Convidamos voce a ler conosco!
    Um abraço!
    Gabriela

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  5. Gosto muito deste adolescente, ate diria que vou lhe tomando carinho! Estou desfrutando desta leitura. Vou pela metade do livro.
    Faz me lembrar a minha adolescência e o esforço que temos que fazer para nos adaptar na sociedade... Penso que a minha mente ainda se identifica bastante com alguns pensamentos de Holden.
    Um abraço! Gabriela
    .............
    Le voy tomando cariño a este adolescente... Estoy disfrutando de este libro. Voy por la mitad.
    Me hace recordar mi adolescencia y el esfuerzo que tenemos que hacer para adaptarnos a la sociedad. Pienso que mi mente todavía se identifica bastante con algunos pensamientos de Holden.
    Un abrazo, Gabriela

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  6. Adorei o encontro destinado ao Salinger.

    Discutimos tantas possibilidades sobre a vida de Holden Caulfield - adolescência, falta de adaptação, luto, depressão, o tratamento da juventude à época, os pais, a irmã.

    Depois de um artigo no Estadão do dia 24/03 - A timidez e a síndrome do farsante - me pus a pensar: seria a timidez uma outra possibilidade?

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  7. En general El guardián en el centeno se lee en la adolescencia, como libro de iniciación, que narra esa etapa de transición entre dos edades o dos mundos que vive Holden Caulfield en esos días de locura. Pero es bueno retomarlo desde una visión adulta y gozar con el excelente trabajo del lenguaje del autor, que logra a través de los monólogos interiores del protagonista, que usa la jerga adolescente, giros locales, etc., filtrar muchas reflexiones sobre las relaciones humanas, las posiciones sociales y principalmente, sobre lo que es vivir y sufrir la adolescencia.
    ¡Felidades desde Buenos Aires para el club!

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  8. Gabriela Colombo4 de abril de 2010 10:45

    Hola Andréa:
    Es una alegría saber que estás leyendo con nosotros. Gracias por tu comentario!
    Me encantó la forma en que está narrada la historia y me imagino lo revolucionaria que habrá sido esta mente adolescente para la sociedad americana de los 50.
    Me recomendaron también leer los cuentos de Salinger, esta semana los busco en las librerías.
    Un abrazo y espero verte este año en Buenos Aires!
    Gabriela =)

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  9. Caras Andréa e Gabriela, que surpresa agradável encontrar o blog de vocês! Gostaria de Parabenizá-las. Participo de um Clube de leituras, em Icaraí (estado do Rio de Janeiro), que funciona em moldes semelhantes, em certos aspectos, ao de vocês. Também lemos Guimarães Rosa, Milton Hatoum e outros autores que puder notar rapidamente no blog de vocês. Salinger está concorrendo com Dalcidio Jurandir (Belém do Pará) para a leitura de junho.
    Também temos um blog, caso queiram nos visitar:
    http://clubedeleituraicarai.blogspot.com/

    Parabéns novamente e ótimas leituras!

    Cintia

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  10. Queridíssima Cintia,

    Recém nos conhecemos e a afinidade já é grande. Que prazer passear no seu blog! Quantas leituras maravilhosas vocês fizeram, e que relatos deliciosos, incluindo as frases dos participantes!

    Seguramente passaremos a seguir seus passos.

    Com o desejo de nos encontrarmos em breve - considere feito o convite para vir nos visitar um dia!

    Um grande abraço,
    Andréa e Gabriela

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  11. Andréa,

    Obrigada pela visita, pela gentileza nos comentários e pelo convite. Havendo oportunidade, avisaremos. E a recíproca é verdadeira. O blog de vocês está entre os que achamos interessante. Eventualmente devo passar por aqui para acompanhar as atividades do grupo de vocês.

    Parabéns novamente! Ótimas leituras!

    Cintia

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  12. Acabo de terminar el libro. Me costo leerlo. Senti el tedio que describe el personaje.
    Creo que el autor no solo esta escribiendo sobre un adolecente. Esta hablando sobre una personalidad que se cuestiona constantemente lo que le pasan y ve. Un cuestionador. Me gusto el dialogo que el personaje tiene con su ex profesor, Antolini, donde este ultimo expresa como uno puede seguir siendo diferente dentro de una estructura.
    No tienen que dejar de leer "tokio blues". Alli el autor describe la adolecencia de diferentes personalidades.
    Me encanta el club de lectura!
    Saludos
    May

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  13. Hola May!!
    Por recomendación tuya leímos Tokio Blues hace exactamente un año! En abril del 2009, el blog no era bilingüe, pero anotamos las frases preferidas del libro en los dos idiomas. Vamos a traducir los comentarios al castellano así queda más completo.
    Adoramos Tokio Blues y la forma de escribir de Haruki Murakami.
    Tengo pendiente la lectura de Crónica de un pájaro que da vuelta al mundo, que me regalaste!!!
    A mí me encantó El Guardián entre el centeno, lo léi rápido y me sentí identificada con este adolescente.
    El diálogo que tiene con el profesor es muy bueno.
    Gracias por tus comentarios!!!
    Un abrazo, Gaby =)

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