quarta-feira, 2 de junho de 2010

Junho de 2010 - Marguerite Duras

Se, em tempos de Copa do Mundo,

é difícil ver

 ARGENTINOS e BRASILEIROS

juntos em harmonia,

no Nosso Clube de Leitura

a parceria é perfeitamente possível!!!


Invitamos a todos los que ya forman parte del club: brasileros, argentinos,

uruguayos, colombianos, chilenos, peruanos, checos, españoles, portugueses

y a quien quiera, a seguir participando de nuestra maratón de lecturas!


O amante El amante


Encuentro del 23 de junio.

Encontro do dia 23 de junho


Livro escrito em 1984 pela escritora Marguerite Duras, que em sua obra traz elementos autobiográficos e descrições que remetem à sua infância na Indochina Francesa (Vietnã).
Marguerite Duras incluye en su obra elementos autobiográficos y descripciones que remiten a su infancia en la Indochina francesa (Vietnam).

"Eu poderia me iludir, acreditar que sou bela como as belas mulheres,
como as mulheres olhadas, porque realmente me olham muito.
Mas sei que não é uma questão de beleza, e sim de outra coisa,
por exemplo, sim, outra coisa, por exemplo espírito.
Eu pareço o que quero parecer,
bela também se for isso que quiserem que eu seja, bela ou bonita, bonita,
por exemplo, para a família, para a família, não mais,
posso me tornar tudo o que quiserem que eu seja.
E acreditar nisso. Acreditar que também sou encantadora.
Desde que eu acredite, que isso se torne verdadeiro para quem me vê e deseja que eu corresponda ao seu gosto, sei disso também." (O amante, pág. 19)

“Podría engañarme, creer que soy hermosa como las mujeres hermosas,
como las mujeres miradas, porque realmente me miran mucho.
Pero sé que no es cuestión de belleza sino de otra cosa, por ejemplo de carácter.
Parezco lo que quiero parecer incluso hermosa si es eso lo que quieren que sea,
hermosa o bonita, bonita por ejemplo para la familia, solamente para la familia no,
 puedo convertirme en lo que quieran que sea. Y creerlo.
Creer además que soy encantadora.
En cuanto lo creo, se convierte en realidad para quienes me ven y desean que sea de alguna manera de acuerdo con sus gustos, también lo sé.” (El amante, Ed. Tusquets)


   A maior parte do grupo gostou muito da narrativa de Duras, embora alguns tivessem se sentido perdidos por causa do estilo da escrita: frases curtas, poucos adjetivos, uma história não-linear que pula do presente para o passado e para o  futuro, o tempo todo. Falamos também sobre como, hoje em dia, o mundo é estruturado em rede, não é mais linear, e por isso achamos a escrita da autora muito moderna.
 Segundo Beth, uma amiga do Nosso Clube de Leitura: “A narrativa de Duras me fez lembrar alguns poemas de Cecília Meireles, pela visão de mundo melancólica, pela consciência de que o passar da vida é constante e o tempo inexorável.” (Ler o comentário de Elizabeth e o paralelo feito com os poemas de Cecília Meireles, nesta mesma postagem)
   O leitor se sente tenso e ansioso por avançar na história desta menina adolescente.
  A autora quase não usa nomes próprios para os personagens... nem o chinês nem a protagonista têm nomes, também não são nomeados os irmãos dela, identificados apenas como o “mais velho” ou o “irmão menor”.
   A imagem da menina atravessando o rio na balsa e indo ao encontro do chinês da limusine preta é muito marcante.
  A beleza da roupa da menina: tão extravagante, ingênua e provocativa ao mesmo tempo.

  Durante o encontro fomos lendo os comentários que a professora Leyla Perrone-Moisés fez sobre o livro, entitulado: 'A imagem absoluta'.
Transcrevemos alguns deles:
“Embora desenvolva uma trama perfeitamente compreensível, o romance tem uma estrutura complexa.”
Sobre a imagem da adolescente debruçada no parapeito da balsa, afirmou:
“Essa imagem perversa, misto de sedução sexual e de inocência, reúne os índices dos quatro membros da família: o vestido que fora da mãe, o cinto tomado a um dos irmãos, o chapéu que remete ao pai ausente, o sapato extravagante, objeto do desejo da adolescente e anúncio de sua futura prostitução.”
"A narrativa de 'O amante' é constituída de oxímoros, aliança de opostos que a lógica rejeita: “éramos crianças risonhas, meu irmão mais moço e eu, ríamos até perder o fôlego, a vida.”

   Si bien la mayoría del grupo adoró la narrativa de Duras, hubo algunos que se sintieron perdidos por la forma en que fue escrita la novela: con frases cortas, pocos adjetivos, una historia no lineal que salta del presente al pasado y al futuro constantemente. Se dijo que el mundo está estructurado en red -no es más lineal- por eso pensamos que el texto es muy moderno.
   Según Beth, uma amiga del club de lectura: La narrativa de Duras le hizo recordar algunos poemas de la escritora brasilera Cecilia Meireles, por la visión del mundo melancólica, por la conciencia de que el pasar de la vida es constante e inexorable. (Leer los comentarios de esta página)
   El lector se siente tenso y con ganas de avanzar en la historia de esta niña adolescente.
   La autora casi no coloca nombre propios en los personajes. Ni el chino, ni la portagonista tienen nombre, tampoco lo tienen los hermanos que se identifican como “el hermano mayor” o “el menor”.
   La imagen de la niña atravesando el río con el autocar yendo al encuentro de la limusina negra es muy marcante.

   Durante la reunión fuimos leyendo los comentarios que la Profesora Leyla Perrone-Moisés hizo sobre el libro, titulado: La imagen absoluta.
Transcribimos algunos de ellos:
“Aunque desenvuelva una trama perfectamente comprensible,la novela tiene una estructura compleja.”
Sobre la imagen de la adolescenete en la balsa dice:
"Esa imagen perversa, mixta de seducción sexual y de inocencia, reúne los índices de los cuatro miembros de la familia: el vestido que fue de la madre, el cinto tomado de uno de los hermanos, el sombrero que remite al padre ausente, los sapatos extravagantes objeto de deseo de la adolescente y anuncio de su futura prostitución."
"La narrativa de El amante es contituída de oxímoros, alianza de opuestos que rechaza la lógica:"
“Eramos niños risueños, mi hermano menor y yo, reíamos hasta perder el aliento, la vida.”


Marguerite Duras



“Em sua infância, Duras experimentou a pobreza e a humilhação. Adulta viveu os perigos da clandestinidade, na Resistência, viu o marido aniquilado voltar de um campo de concentração. Na velhice enfrentou grandes problemas de saúde, causados pelo alcoolismo. Concomitantemente, teve vários amantes, amigos escritores e artistas, um filho e, sobretudo, a escrita literária, que angariou um lento mas progressivo reconhecimento, assegurando-lhe por fim a celebridade e a segurança financeira que tanto lhe faltava. O núcleo irradiador de toda sua obra foi a Indochina francesa (atual Vietnã).
A escritora, com 70 anos, lança 'O amante', que ganha o cobiçado Prêmio Goncourt e arrebata o grande público, tornando-se um bestseller.” Leyla Perrone-Moisés
“En su infancia, Duras experimentó la pobreza y la humillación. Adulta vivió los peligros de la clandestinidad, en la Resistencia, y vió a su marido aniquilado volver de un campo de concentración. En la vejez, enfrentó graves problemas de salud, causados por el alcoholismo. Concomitantemente, tuvo varios amantes, amigos escritores y artistas, un hijo y, sobretodo la escrita literaria, que mendigó un lento pero progresivo reconocimiento, asegurándole por fin la celebridad y la seguridad financiera que tanto le faltaba. La escritora, com 70 años lanza El amante, que gana el codiciado Premio Goncourt tornándose un bestseller. ” Leyla Perrone-Moisés

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JOSÉ SARAMAGO


Com tristeza dizemos adeus ao escritor português José Saramago, que morreu no dia 18 de junho. O escritor ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1998 e deixou  um importante legado ao mundo, não só com seus livros e sua original forma de escrever, mas também com seu pensamento lúcido.
Em janeiro de 2009 lemos A viagem do elefante e visitamos a exposição A consistência dos sonhos sobre a vida e a obra dele.  http://nossoclubedeleitura.blogspot.com/2009/01/exposicao-saramago-e-o-3-encontro.html

No encontro lemos algumas de suas frases:
"Começar a ler foi para mim como entrar num bosque pela primeira vez e encontrar-me, de repente, com todas as árvores, todas as flores, todos os pássaros. Quando fazes isso, o que te deslumbra é o conjunto. Não dizes: gosto desta árvore mais que das outras. Não, cada livro em que entrava, tomava-o como algo único.”
“Minha arte consiste em tentar mostrar que não existe diferença entre o imaginário e o vivido. O vivido poderia ser imaginado, assim como o contrário.”
"Nós estamos a assistir ao que chamaria de morte do cidadão e, no seu lugar, o que temos, e cada vez mais, é o cliente. Agora já ninguém te pergunta o que pensas, agora perguntam-te que marca de carro, de roupa, de gravata tens, quanto ganhas…”
"A princípio, respondia que escrevia para que as pessoas me quisessem bem. Logo esta resposta me pareceu insuficiente e decidi que escrevia porque não me agradava a ideia de ter que morrer. Agora digo, e talvez isso seja certo, que, no fundo, escrevo para compreender”
“Nunca separo o escritor do cidadão. Isso não significa que queira converter minha obra em panfleto. Significa que não escrevo para o ano de 2427, mas para hoje.”
"Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma.”

Con tristeza le decimos adiós al escritor portugués José Saramago, quien murió el 18 de junio pasado. El escritor ganó el Premio Nobel de literatura en 1998 y ha dejado un importante legado al mundo, no sólo con sus libros y su original forma de escribir, sino también con su pensamiento lúcido y lleno de paz.

En enero del 2009 leímos El viaje del elefante y visitamos, en San Pablo, la exposición La consistencia de los sueños sobre su vida y obra.
En el encuentro leímos algunas de sus frases:
“Comenzar a leer fue para mí como entrar en un bosque por primera vez y encontrarme, de repente, con todos los árboles, todas las flores, todos los pájaros. Cuando haces esto, lo que te deslumbra es el conjunto. No dices: me gustó este árbol más que los otros. No, cada libro en que entraba, lo tomaba como algo único”
“Mi arte consiste en intentar mostrar que no existe diferencia entre el imaginario y lo vivido. Lo vivido podría ser lo imaginado así como al contrario.”
“Nosotros estamos por asistir la muerte del ciudadano, y en su lugar lo que tenemos, y cada vez más, es el cliente. Ahora ya nadie te pregunta lo que pensás, ahora te preguntan, qué marca de auto de ropa, de corbata tenés, cuánto ganás…”
“Al principio, respondía que escribía para que las personas me quisieran bien. Luego esta respuesta me pareció insuficiente y decidí que escribía porque me agradaba la idea de tener que morir. Ahora digo, y tal vez esto sea cierto, que, en el fondo, escribo para comprender.”
“Nunca separo al escritor del ciudadano. Eso no significa que quiero convertir mi obra en panfleto. Significa que no escribo para el año 2427, sino para hoy.”
“Pienso que en la sociedad actual nos falta filosofía. Filosofía como espacio, lugar, método de reflexión, que puede no tener un objetivo determinado, como la ciencia, que avanza para satisfacer objetivos. Nos falta reflexión, pensar, precisamos del trabajo de pensar, y me parece que, sin ideas, no vamos a ninguna parte.”


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leitura de julho: lectura para el mes de julio
NIKETCHE - uma história de poligamia
da moçambicana Paulina Chiziane

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6 comentários:

  1. Elisabeth Scotton22 de junho de 2010 14:20

    A narrativa de Duras me fez lembrar alguns poemas de Cecília Meireles, pela visao de mundo melancólica, pela consciência de que o passar da vida é constante e o tempo inexorável.

    Retrato

    Eu nao tinha este rosto de hoje,
    assim calmo, assim triste, assim magro,
    nem estes olhos tao vazios,
    nem o lábio amargo.

    Eu nao tinha estas maos sem força,
    tao paradas e frias e mortas;
    eu nao tinha este coraçao
    que nem se mostra.

    Eu nao dei por esta mudança,
    tao simples, tao certa, tao fácil:
    -Em que espelho ficou perdida
    a minha face?

    Marguerite menciona a fotografia algumas vezes, como se o tempo pudesse parar por alguns instantes, uma foto real e outras vezes a foto que nao houve, mas o momento se perpetuou, pelo menos em seu interior, em sua solidao.

    Encomenda

    Desejo uma fotografia
    como esta-o senhor vê?-como esta:
    em que para sempre me ria
    com um vestido de eterna festa.

    Como tenho a testa sombria,
    derrame luz na minha testa.
    Deixe esta ruga, que me empresta
    um certo ar de sabedoria.

    Nao meta fundos de floresta
    nem de arbitrária fantasia...
    Nao...Neste espaço que ainda resta,
    ponha uma cadeira vazia.

    A perda da infancia também foi significativa para ela e Cecília tem um poema precioso:

    Infância

    Levaram as grades da varanda
    por onde a casa se avistava.
    As grades de prata.

    (...)

    Levaram a dama e o seu velho piano
    que tocava, tocava, tocava
    a pálida sonata.

    Levaram as pálpebras dos antigos sonhos,
    deixaram somente a memória
    e as lágrimas de agora.

    Bom, creio que o que também me chamou atençao em sua narrativa é o fato da mudança de narrador. Todo narrado em primeira pessoa até a separaçao no barco,e entao a narrativa passa a ser feita em terceira pessoa, como se o "eu" houvesse ficado com "o amante".

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  2. Gaby,
    Este es el fragmento que olvidé llevar a la reunión de ayer, a propósito de la muerte de Saramago, lo recibí de una amiga. (Fué tomado del Boletín HJCK (de Colombia).

    Réquiem por Saramago
    Escuchar Audio
    06/18/2010 -
    El pasado viernes, en medio de la avalancha de noticias que produce el actual mundial de fútbol, se dio la lamentable muerte, en Lanzarote, Islas Canarias, donde residió, en un simbólico exilio desde 1992 cuando en Portugal fue censurada su novela “El Evangelio según Jesucristo”, el escritor premio nobel de literatura,José Saramago.

    Los boletines de noticias dicen que murió acompañado de su familia, despidiéndose de una forma serena y plácida".
    Este hecho nos recuerda el verso de Borges que dice:

    Sentir que la vigilia es otro sueño
    Que sueña no soñar y que la muerte
    Que teme nuestra carne es esa muerte
    De cada noche, que se llama sueño…
    En esta sección del Personaje de la semana recordaremos a Saramago un autor que siempre habló de sus orígenes humildes y no dejó nunca de manifestar su compromiso social, sus críticas a la religión, al sistema capitalista.

    Verdadero autodidacta Saramago se apasionó desde joven por la literatura y ocupó diversos empleos de funcionario, traductor y dibujante, hasta llegar a trabajar en una editorial donde ocupó el cargo de director literario.
    Su primera novela en 1947 fue “Tierra de pecado”, en donde evocaba el mundo rural de su provincia natal.
    En 1980 escribió “Levantado del suelo”, saga sobre una familia de agricultores portugueses. La fama le llegará en 1982 con la publicación de “Memorial del convento”, su tercera novela.
    En 1998 el reconocimiento internacional a su obra literaria le llegó con el Premio Nobel de literatura. Su obra ha sido traducida a una veintena de lenguas.
    En su haber hay una treintena de obras, entre prosa, poesía, ensayos y obras de teatro.
    Portugal ocupa un lugar central en su universo literario, en cuyos relatos entrelaza la fabula, el realismo y la fantasía.
    Saramago tampoco fue ajeno a los avances de la tecnología y hace dos años, comenzó a comunicarse con sus lectores por medio de un blog titulado “El cuaderno de Saramago” en el que escribía una crónica personal de la actualidad desde el espíritu crítico que siempre le caracterizó.
    Durante el tiempo que duró su experiencia en la red, el premio Nobel de Literatura comentó acontecimientos como el estallido de la crisis financiera mundial y el triunfo electoral en Estados Unidos de Barack Obama e incluso Colombia fue parte de sus comentarios.
    Allí confesó que había llorado cuando fue citado por el ex diputado colombiano Sigifredo López en la rueda de prensa que ofreció tras ser liberado por las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC) en febrero del pasado año. Sigifredo López citó su “Ensayo sobre la ceguera”.
    Los textos del blog de Saramago se reunieron en un libro, titulado "El Cuaderno", que dedicó a su esposa y traductora, Pilar del Río, inspiradora de su aventura en internet.
    En la última entrada de su blog, aparecida el viernes 18, luego de su muerte está la siguiente reflexión de Saramago:
    "Creo que en la sociedad actual nos falta filosofía. Filosofía como espacio, lugar, método de reflexión, que puede no tener un objetivo concreto, como la ciencia, que avanza para satisfacer objetivos. Nos falta reflexión, pensar, necesitamos el trabajo de pensar, y me parece que, sin ideas, no vamos a ninguna parte".
    Ha muerto José Saramago y en esta sección le rendimos homenaje con el testimonio de su voz y con las palabras del doctor Belisario Betancur.El expresidente fue uno de los artífices de la visita de Saramago a Colombia en 2007 para el encuentro Elogio de la lectura, organizado con motivo de la elección de Bogotá como Capital Mundial del libro.
    En Julio de ese año Saramago y Laura Restrepo hablaron largamente de la infancia del escritor, de sus libros, de sus proyectos.

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  3. Querida Beth:
    Gracias por tu comentario de la semana pasada. Fue un gran aporte porque nos amplió la visión del libro. Pudimos verlo con tus ojos también.
    Leímos tu comentario a todo el grupo durante el encuentro.
    La comparación de la melancolía, esa visión del mundo de estas dos grandes escritoras fue muy interesante.

    Nos encantó el paralelo que hiciste entre los poemas de Cecilia Meireles y la narratativa de Marguerite Durás:
    El pasar de la vida es constante y el tiempo inexorable.... =)

    Es muy fuerte la imagen de la protagonista, esa pequeña de quince años y medio haciendo su travesía por el río.
    Nos detenemos en su imagen y la vemos linda, llena de vida. Como lectores, visualizamos su vestimenta extravagante, la que tiene (según el análisis de la Profesora Leila Perrone -Moises) un significado ligado a cada miembro de su familia : "Esa imagen perversa, mixta de seducción sexual y de inocencia, reúne los índices de los cuatro miembros de la familia: el vestido que fue de la madre, el cinto tomado de uno de los hermanos, el sombrero que remite al padre ausente, los sapatos extravagantes objeto de deseo de la adolescente y anuncio de su futura prostitución."

    También fue muy interesante tu aporte en relación a cuándo comienza la escritora a narrar en tercera persona para fluctuar entre la primera y la tercera indefinidamente a partir del momento en que ella deja la balsa.
    Como si el "yo" hubiese quedado con el amante.

    La niña queda en la balsa y el "yo" salta del tranbordador a tierra firme, se convierte en mujer, es quien trae el dinero a la casa, quien se libera del pasado y de las raices.

    "Siempre me apeo del autocar antes de llegar al transbordador, por la noche también porque siempre tengo miedo, tengo miedo de que los cablen cedan, de que seamos arrastrados hacia el mar. En la tremenda corriente contemplo el último instante de mi vida. [...] Hay una tempestad que ruge en el interior de las aguas del río. Del viento que se debate."

    "Nunca más haré el viaje en el autocar destinado a los indígenas. En lo sucesivo tendré a mi disposición una limusina para ir al instituto y para devolverme al pensionado."

    "Está al margen de esa familia por primera vez..."

    "He envejecido. Lo advierto de repente."

    Me encantó este libro, especialmente como está escrito.
    Una narrativa fuerte con oraciones cortas, despojada de adjetivos que tensiona y capta la atención del lector.
    Es una historia intensa, narrada en todas direcciones, futuro, pasado, presente. ¡Me pareció genial!
    Un abrazo, Beth, y seguí leyendo con nosotros!!!
    Gracias. =)

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  4. Elizabeth Scotton30 de junho de 2010 21:19

    Quando li O Amante também me lembrei do conto de fadas da Chapeuzinho Vermelho, mas acabei esquecendo de comentar no blog. Assim como a protagonista que veste um chapeu chamativo comprado pela mae, Chapeuzinho Vermelho usa declaradamente a cor vermelha que significa as emoçoes violentas, incluindo as sexuais. Diz Bettelheim: " O capuz de veludo vermelho que a avó dá para Chapeuzinho pode entao ser encarado como o símbolo de uma transferencia prematura da atraçao sexual, que, além disso, é acentuada pelo fato de a avó estar velha e doente." Gaby, vc também ve o paralelismo?
    Qual é o livro de julho? Algum mes vc pode indicar esse que vc me emprestou de um autor catalao, a Pele fria. Penso que um pouco de literatura fantástica é interessante para um clube de leituras. Bom amiga, te mando um abraço bem forte,
    Beth

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  5. Beth:
    Eu coloquei 3 vezes A pele fria para votar no clube e nunca ganha... Mas vou seguir insistindo porque acho que esse romance é muito legal para debater com o grupo.

    Com o chapeuzinho nao tinha pensado... mas agora que voce o comenta sim, tem tudo a ver!! O mesmo paralelismo.
    Uma amiga me comentou (apos de ler teu comentario no encontro): "Que pena que ela esta em Barcelona, ne?" Seria otimo ter ela aqui sentada com a gente!! =)
    Sim é uma pena! Mas hoje em dia com a tecnologia a gente tambem te pode sentir perto! =)
    Ao final de cada postagem tem o proximo livro a ler!
    Para julho: Paulina Chiziane (moçambicana), NIKETCHE una historia de poligamia.
    Para agosto: Alan Pauls (Escritor argentino contemporáneo), WASABI

    Bjs, Gaby

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  6. Myriam: Gracias por compartir este Boletín colombiano sobre Saramago.
    Se ha muerto un gran escritor que ha dejado un importante legado al mundo de la Letras con sus libros, su pensamiento y su original forma de escribir sin signos de puntuación.
    En enero del 2009 tuvimos el gusto de leer EL VIAJE DEL ELEFANTE Y también de visitar una exposición sobre su vida y obra aquí en San Pablo llamada "La consistencia de los sueños".
    Vamos a homenajearlo este mes con algunas de sus frases en nuestro blog.
    Un abrazo y buenas vacaciones!
    =)

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